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Hayabusa Turbo: 350 km/h

Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2019.

Hayabusa recebe preparação turbo no motor 1295cc gerenciado por uma FuelTech FT500: são 412 hp na roda e 33,5kgfm de torque com 1,1bar


Texto: Pedro Lessa

Fotos: Rodrigo Vieira

Brutalidade é a palavra que pode definir o comportamento de uma Hayabusa com turbo. Imagine-se, amigo leitor, a 120km/h em sexta marcha, sobre esta moto. Em baixas rotações, o motor é "manso" como original. Mas quando você resolve abrir 60% da borboleta de admissão, girando um pouco o pulso direito, os 350km/h vem em menos de 7 segundos. E ela vai, além disso, até atingir 12500 RPM.


O proprietário da Suzuki GSX 1300R 2006 que figura nesta matéria, Elias de Quadros Lima, 55, empresário gaúcho do ramo de montagens eletrônicas, é apaixonado por velocidade desde sempre. Especialmente sobre duas rodas. Mas além da Hayabusa, Elias tem um Audi S3 de 500hp "daily driven", que em breve também estará aqui nas páginas virtuais da Autodynamics.


"Tive algumas motos de 1000 e 1100 cilindradas, mas não há comparação com a Hayabusa turbo. Apesar de ser uma moto para rodar pelas ruas e rodovias, é difícil de guiar, pois destraciona quando vem pressão. Precisa ter um controle emocional muito grande para controlar a aceleração", explicou Elias. 

Todo o desenvolvimento, preparação e montagem foram feitos pela equipe TECH Force, mesma oficina responsável pela preparação do Marea Dianteira Turbo A que figurou na capa da edição anterior da Autodynamics (acesse a matéria do Marea clicando aqui). Ariel Schallenberger, líder da TECH Force, foi quem encabeçou o projeto. O bloco do motor Suzuki de 1295cc recebeu pistões JE forjados de 83 mm, bielas Pauter e manteve o virabrequim original. A bomba de óleo foi retrabalhada para proporcionar a pressão adequada ao sistema, enquanto a bomba d`água foi substituída por uma elétrica.

A competente HG Motores ficou responsável pelo retrabalho do cabeçote 16 válvulas, que recebeu pratinhos de titânio, molas e válvulas especiais em titânio e inconel, mas manteve os comandos originais. A taxa de compressão trabalha em 11:1, alimentado a álcool/etanol.

O sistema de injeção eletrônica agora é gerenciado por uma FuelTech FT500, que trabalha em conjunto com os seis bicos injetores, sendo quatro deles de 80lbs/h e dois de 60lbs/h. O coletor de admissão foi feito sob medida pela Tetê Racing, montado com as quatro borboletas originais. Ao invés da bomba de combustível original, a Hayabusa agora utiliza uma 044 Bosch com controle de pressão via PWM. Para isso, foi necessário redimensionar o alternador para diminuir a corrente em conjunto com a bomba de combustível.

Seguindo a parte elétrica, uma FuelTech FT-Spark gerencia o sistema de ignição, composto também por quatro bobinas originais de Fiat Marea e um jogo de velas NGK Iridium, de grau 9.

Na sobrealimentação, um turbocompressor Garrett roletado, modelo GTX2867R, trabalha com pressão inicial de 1 bar e pressão final de 1.1 bar. São pressões suficientes para chegar a "top speed" em poucos segundos. A pressurização, também feita pela Tetê Racing, utiliza uma prioridade Tial. O sistema conta também com uma wastegate da mesma marca. 

Para suportar os 417whp e 33,5kgfm de torque, aferidos em dinamômetro, a transmissão também foi readequada. Tanto o pinhão quanto a coroa e a corrente são especiais para suportar até 70kgfm de torque. O eixo do pinhão e as engrenagens do câmbio são forjadas. A embreagem é mutidiscos, de ação centrífuga. "O eixo do pinhão quebrou algumas vezes, até encontrarmos o material e o fabricante certo para confeccioná-lo. Agora não quebra mais", revelou o proprietário.

Toda a suspensão foi refeita pela TECH Force, rebaixada e enrijecida. Os amortecedores originais agora trabalham com menor curso e mais carga. "Na prática, esta moto foi feita para acelerar em retas, com uma estabilidade sem igual. Faz curvas, mas não dá pra fazer acelerando como em uma 1000 cc original", complementou Elias. Na parte de freios, os discos "margarida" receberam pastilhas especiais para usos mais severos. 

"Confesso que ainda não tive coragem de abrir mais que 60% do TPS desta moto. A força G, a aceleração e a velocidade que ela chega em tão pouco tempo são assustadores. O máximo que cheguei, aos meus olhos, foram os 350km/h do painel. Mas, como disse, ainda desconheço a sensação de colocar no chão toda a potência e conhecer o real `top speed` dela", finalizou.

E você, teria coragem?


PS: TODAS AS INFORMAÇÕES TÉCNICAS CONTIDAS NO TEXTO E NA FICHA TÉCNICA FORAM FORNECIDAS PELO PREPARADOR E PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO.




FICHA TÉCNICA


Suzuki GSX 1300 R 2006


Proprietário: Elias de Quadros Lima


Preparador: TECH Force Engines 


MOTOR Suzuki quatro cilindros em linha, 1295cc, virabrequim original, bielas Pauter, pistões JE 83mm  forjados, bomba de óleo retrabalhada 


CABEÇOTE Suzuki 16 válvulas DOHC, vedação feita por junta o`ring, comandos de válvulas original, válvulas de titânio/inconel, pratinhos de titânio, tuchos originais, molas especiais, taxa de compressão 11:1 ALIMENTAÇÃO módulo de injeção eletrônica FuelTech FT500, coletor de admissão by TT Racing, quatro borboletas originais, 4 bicos injetores de 80lbs/h + 2 bicos injetores de 60lbs/h, bomba de combustível Bosch 044 com controle via PWM, dosador Belquip, abastecido a etanol 


SOBREALIMENTAÇÃO E ESCAPE Turbo Garrett GTX2857, coletor de escape TT Racing, válvula de alívio TiAL, blow-off TiAL, pressurização TT Racing, pressão inicial 1bar e final 1,1bar 


ELÉTRICA módulo de ignição FuelTech FT-Spark, quatro bobinas de Fiat Marea, velas NGK Iridium grau 9 


TRANSMISSÃO Pinhão, coroa e corrente especiais para 70kgfm, câmbio com engrenagens forjadas, eixo do pinhão forjado, embreagem multidisco


 ESTRUTURA suspensão preparada pela TECH Force, amortecedores recalibrados, freios com discos e pastilhas especiais 


 NÚMEROS 220kg, 417whp, 33,5kgfm de torque (dinamômetro da TECH Force)


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